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Notícia publicada em: 28/05/2014 às: 08:30:47
Por: Fateb
Palestra: “Transtorno do Espectro do Autismo”

Por: Ana Beatriz Frazatti – aluna do 7° semestre do curso de Pedagogia

 

A palestra “Transtorno do Espectro do Autismo” (TEA) ocorreu no Dia da Conscientização Mundial do Autismo, dia 02 de abril no auditório do SENAI de Birigui/SP visando orientar aos presentes quanto ao preconceito e também auxiliar professores e familiares a lidar com o autista, na escola e em casa.

 

Segundo as palestrantes o autismo é uma síndrome caracterizada por um conjunto de sinais e sintomas que geram dificuldade de comunicação, interação social (socialização) e do comportamento atingindo quase dois milhões de brasileiros.

 

A Associação de Amigos do Autista (AMA) fundada em 1051999, em Araçatuba, hoje, atende 75 pessoas de 2 a 37 anos da idade, da cidade de Araçatuba e região sendo a maioria delas da cidade de Birigui.

 

A logomarca da AMA, ou seja, o símbolo é de uma fita de peças de quebra-cabeça representando o mistério e a complexidade dessa síndrome, é um símbolo da conscientização em relação ao autismo.

 

De acordo com a exposição das palestrantes a AMA trabalha para a autonomia do autista realizando um trabalho complementar ao da escola, porém não atua na alfabetização. As palestrantes também procuraram mostrar não só as principais características do autismo, seu tipo, mas como lidar, e atuar, junto à pessoa autista, estimulando sua aprendizagem e sua autonomia.

 

Segundo as palestrantes o autismo encontra-se dentro dos chamados Transtornos Globais do Desenvolvimento, existindo três graus principais (leve, moderado, severo) e mais quatro subdivisões (sete tipos).

 

Ainda segundo as palestrantes o autista apresenta vários características que o caracterizam como autista e dentre elas a Ecolalia (repetição do que o outro fala). Também somente faz o que gosta, precisando ser estimulado e só aprende com exemplos concretos, na qual um diagnóstico somente é fechado quando a criança completa cinco anos de idade. Pode fazer cronograma das atividades; elaborar, planejar e avisar o que vai acontecer, evitando rotina para o que o autista adquira autonomia e se sinta acolhido em sala de aula e no ambiente escolar, o preparado para todas as atividades cotidianas. É preciso focar as potencialidades do autista e não suas limitações no processo ensino e aprendizagem.

 

Para essas especialistas o professor deve observar as características do autista e caso necessário, solicitar junto à coordenação e à direção da escola um cuidador ou o auxílio do professor de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Deve se ter em mente que mesmo com auxílio do cuidador, é ele, o professor quem ensina, faz e aplicas as atividades em sala de aula (direciona, planeja o que falar e o que fazer). O papel do cuidador é auxiliar nas funções biológicas.

 

Considero que a participação nessa palestra foi de extrema importância para minha formação de das demais colegas do curso de Pedagogia, somente havia falar sobre autismo, mas não tinha uma compreensão do tema. Também considero importante, nós alunas, termos recebido informações sobre o que é a AMA, assim no futuro quando formos docentes, caso nos depararmos com alguma criança autista inclusa no ensino regular já teremos uma noção de quais encaminhamentos fazer.